sábado, 8 de setembro de 2012

FOGÃO DE LENHA




Lembrei-me de uma conversa que tive há alguns anos com uma amiga de infância. Eu era a menorzinha da turma e também a mais jovem em idade e isso implica em ser a menos experiente, ingenua e a mais boba também. Essa amiga, sempre muito esnobe, se achava expert em todos assuntos, principalmente, do coração. Por ser bem mais velha que eu (uns 12 anos a mais) ela sempre ficava me zoando, me chamando de 'panelinha de barro novo' e dizendo que 'panela velha é que faz comida boa'. Eu poderia até concordar com ela, mas, eu prefiro usar caldeirão ao invés de panela, se é que me entendem (rsrsr).

Pois bem, acho que ela esqueceu que 'panela velha' de tanto ser ariada ela acaba se estragando e termina sendo esquecida lá no fundo da cozinha pendurada numa trempe. Ela esqueceu que com a evolução humana as panelas também evoluíram, agora existem as panelas antiaderentes, inoxidáveis, e aos poucos as panelas 'velhas' foram substituídas pelas panelas elétricas. 

Ela esqueceu que alumínio para brilhar, só depois de muito polimento com palha de aço e que o suo constante de palha de aço pode causar mal a saúde humana. Ela esqueceu que comida boa, é a comida caseira, de preferencia aquela feita no fogão à lenha e numa bela 'panela de barro'. Contudo , para a que a comida seja boa mesmo e agradável ao paladar, a panela não precisa estar velha, mas, é preciso que alguém se dedique a olhar vez ou outra para a comida não queimar. Srsrsrs

Espero que ela tenha aprendido que tempo de uso não implica, necessariamente, em experiência e sabedoria. Mesmo sendo ainda uma 'panela de barro novo', aprendi fazer um 'baião de dois' muito bom num 'velho' fogão de lenha!

Os dois lados do homem perfeito



Susan  tinha poucos amigos, não saía e não conversar muito sobre sua vida pessoal.
 Costumava dizer que era uma pessoa diferente de seu tempo. E na verdade ela era diferente mesmo. Era recatada, isolada de tudo e de todos. Será que isso tudo era apenas timidez?
Suas poucas amigas insistiam em fazê-la mudar sua forma de ver o mundo. Quando elas estavam juntas de Susan gostavam de puxar conversas picantes só para verem a amiga vermelha de vergonha. Susan era totalmente avessa aos assuntos que envolvessem aventuras sexuais. Dizia se guarda para o homem certo, um homem inteligente, que tivesse um corpo bonito, mas, que não fosse somente músculos, que tivesse um cérebro e em pleno funcionamento,  um coração capaz de amá-la verdadeiramente.  Repudiava aquela maneira que as colegas falavam sobre os homens e a banalização do sexo.
Certo dia, as colegas resolveram definitivamente encontrar uma maneira de fazer Susan mudar de opinião sobre “se guarda para o homem certo”. Chegaram a casa de Susan e uma delas, a mais devassa de todas, falou: ‘-Susan olha o que trouxemos pra você’ e jogou em cima da mesinha vários produtos que compraram em um Sex Shop só para verem a amiga ficar vermelha como pimentão. Para a surpresa de todas Susan começa a mostrar-se interessada pelos produtos. As amigas que a esta altura estavam todas atônitas olhavam umas para as outras sem entender nada e Susan continuava a se deliciar com todas aquelas maravilhas que elas trouxeram para se divertirem à suas custas. As amigas voltaram cada uma para sua casa sem entender nada. A velha Susan já não era mais a mesma. Como ela tinha mudado?!
Outra vez,  em mais uma das conversas de mulheres uma das amigas fala: ‘-Ah, meninas. Homem é igual vassoura’. Então, Susan se antecipou e disse: ‘- Se tirar o pau não serve pra mais nada’. As amigas não acreditavam no que estavam ouvindo! O que teria acontecido com Susan?? O que teria feito mudá-la tanto??? Susan parecia guardar um segredo.  Segredo que estava prestes a ser revelado. 
Pressionada pelas amigas e também pelo trabalho que, a cada dia exigia mais dela, no sentido de estar atualizada e conectada as inovações que surgiam em sua área profissional e também pelas vantagens dessa nova ferramenta poderia lhe proporcionar, ela hesitou muito, mas, sem que as colegas soubessem, acabou comprando um micro e passou a frequentar as redes sociais. As conversas no MSN e facebook eram poucas, apenas o necessário. Na verdade ela nunca se relacionou muito bem com a informática, menos ainda com as redes sociais. Sempre achou que ficar nesses lugares virtuais era pura perca de tempo. Era iniciante no uso das redes sociais e, portanto uma presa fácil para os ‘lobos’ de plantão.
Em uma dessas visitas as redes sociais, um ‘garoto’ chamou-lhe tanto a sua atenção que ela esqueceu que estava se aguardando para o homem certo. Susan deixou de ser aquela mulher tímida, insólita e passou a sorrir mais, a curtir assuntos que toda mulher curte.
Mas, como nem tudo é perfeito, Susan vive um grande dilema diante da dualidade dos traços típicos do seu grande amor que, quando vestido é um grande homem, intelectual (tudo que Suzan admirava em um homem), mas, bastava tirar a roupa, tirar a camisa e mostrar os pelos grisalhos do caminho felicidade que parecia outra pessoa, o cérebro dele encolhia e outra parte de seu corpo é que se mostrava avantajada.
Eis o grande segredo de Susan, segredo que suas amigas nunca vão descobrir. Susan aprendeu uma lição. Nunca podemos ter tudo que sonhamos, mas, sempre sonhamos com o que não podemos ter. Mas e, se esse caso fosse com você, o que você faria? Afinal, ele deve ou não colar a roupa?